Menino Agredido e Mãe Desesperada
Na manhã da última sexta-feira (1º), um episódio chocante ocorreu no bairro Venda Nova, em Belo Horizonte, onde um homem de 30 anos foi detido após agredir brutalmente seu enteado de apenas 13 anos. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o responsável pelas agressões foi levado à Delegacia de Plantão em Atendimento à Mulher, onde sua prisão em flagrante foi confirmada pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado, dano e ameaça. Após as formalidades legais, o agressor foi transferido para o sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça. Além disso, foram solicitadas medidas protetivas em favor da vítima.
Segundo o boletim de ocorrência, a situação foi presenciada por uma prima do adolescente, que não hesitou em acionar seu pai, um policial civil. O agente, junto com a esposa, também policial, se dirigiu ao local e conseguiu conter o homem, efetuando sua prisão. Relatos indicam que o agressor foi algemado antes de ser levado à delegacia.
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O jovem, que sofreu múltiplos ferimentos, incluindo uma fratura facial, já havia passado por situações similares anteriormente, mas se sentia coagido pelo padrasto, que o ameaçava para que não revelasse as agressões.
A mãe da vítima, que optou por não se identificar, compartilhou seu desespero ao encontrar o filho ferido. “Não sei de onde tirei força. Consegui tirar um lutador de 95 quilos de cima do meu filho. Ele estava todo ensanguentado, com o rosto coberto de sangue, a boca machucada e o olho roxo”, descreveu a mulher, visivelmente abalada com a gravidade da situação.
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Fonte: soudejuazeiro.com.br
Ela afirmou que não tinha ideia de que o garoto havia passado por agressões anteriores e expressou um sentimento de culpa por não ter percebido as ocorrências antes. “Estou me sentindo, no termo popular, menos mãe por não ter percebido antes. Ele me contou que já havia levado uma paulada na cabeça e um soco no estômago, mas ficou calado porque foi ameaçado”, disse.
Em um relato angustiante, a mãe também revelou que mesmo após a prisão, o agressor continuou a fazer ameaças. “Na UPA, ele disse perto dos policiais que fez pouco e que faria mais, que estava disposto a matar. Eu só quero que ele pague pelo que fez e que fique longe da gente”, afirmou, demonstrando a gravidade da situação e o medo que ainda sente.
