Justiça Aprova Recuperação Judicial da Coteminas
A Coteminas, uma das principais empresas do setor têxtil brasileiro, obteve a aprovação judicial de seu plano de recuperação, que envolve um montante de cerca de R$ 2 bilhões em dívidas. Este montante reflete a necessidade de pagamento aos seus credores, incluindo bancos e empresas do setor energético, que figuram entre os principais devedores. Josué Gomes da Silva, que é o atual CEO e principal acionista da empresa, continua à frente do grupo, apesar dos desafios financeiros enfrentados.
O processo de recuperação judicial foi protocolado em 2024 na Justiça estadual de Minas Gerais. Após um longo trâmite, que incluiu a aprovação do plano pela assembleia de credores em dezembro de 2025, a última palavra estava nas mãos do judiciário. Na última segunda-feira, o juiz Murilo Silvio de Abreu, da 2ª Vara Empresarial em Belo Horizonte, deferiu o pedido de recuperação da Coteminas, permitindo que a empresa implemente seu plano de reestruturação.
Entre os fatores que levaram a Coteminas a buscar a recuperação judicial está a intensa concorrência com produtos importados da China, que pressionaram as margens de lucro da empresa. O relatório mensal de atividades do grupo revelou que, em dezembro de 2025, o faturamento foi de R$ 28,939 milhões, um dos piores desempenhos mensais desde 2024. Esse resultado foi apenas superado por um faturamento de R$ 27,856 milhões registrado em agosto do mesmo ano.
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Normalmente, os processos de recuperação judicial têm duração prevista de até 36 meses. Contudo, caso a empresa não consiga quitar todos os débitos dentro desse período, isso não necessariamente resultará em sua falência. A Coteminas, que deve R$ 848 milhões em tributos federais, está negociando também cerca de R$ 80 milhões em impostos estaduais e municipais, conforme informações da defesa do grupo.
Principais Credores da Coteminas
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A lista dos maiores credores da Coteminas é composta por instituições financeiras renomadas, como o Banco do Brasil, Banco Safra e Banco ABC. Além disso, empresas de energia como a Cemig e a Engie Brasil também estão entre os credores significativos, refletindo a abrangência das dívidas da empresa no cenário econômico atual.
A recuperação judicial da Coteminas representa um passo crucial para a empresa que busca reestruturar suas operações e enfrentar um mercado cada vez mais desafiador. A aprovação do plano é vista como uma oportunidade para a companhia retomar seu crescimento e estabilidade financeira, destacando a importância da gestão eficiente em tempos de crise econômica.
