Encontro inesperado e nova proposta gastronômica
Foi em um simples sinal de trânsito que Carolina Elias e Pedro Paulo Stussi encontraram o local perfeito para abrir seu primeiro restaurante em Belo Horizonte. Após buscas por espaços que ou eram muito grandes ou pequenos demais, a pequena casa que abrigava um antigo salão de beleza chamou a atenção do casal. Com 55 metros quadrados e capacidade para 27 pessoas, a Casa Riuga inaugurou suas portas em novembro de 2024.
Ambiente contemporâneo e acolhedor
O restaurante se destaca pela sua decoração discreta e contemporânea, que combina linhas limpas com iluminação indireta. As paredes de tijolinhos à vista e as duas portas em arcos com grades de ferro forjado criam um charme sutil, conectando a rua ao interior do estabelecimento sem ser invasivo. O espaço é jovem e sofisticado, mas sem pretensões, refletindo a personalidade dos chefs.
Um menu que desafia o convencional
Carolina e Pedro optaram por fugir do ritmo acelerado do mercado gastronômico tradicional, propondo um cardápio enxuto com apenas 14 pratos que rompe com a divisão clássica de proteínas e acompanhamentos. A ideia é que o cliente tenha liberdade para experimentar e combinar pratos, seja uma carne acompanhada de pão ou uma seleção exclusiva de vegetais. “Queremos que cada pessoa se divirta à mesa, escolhendo o que desejar”, afirma Carolina.
Vegetais ganham protagonismo
Embora a Casa Riuga não seja um restaurante vegetariano, os pratos à base de legumes e verduras são os mais apreciados pelos clientes. Carolina destaca que ninguém sai insatisfeito ao optar por uma receita vegetal. “As pessoas geralmente não têm grandes expectativas e não estão acostumadas a sair de casa para comer um repolho”, comenta com bom humor.
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Destaque da temporada, o repolho tostado com emulsão de alho negro e crocante de abóbora fermentada custa R$ 48 e está no cardápio desde a abertura. Outra receita que chama atenção é o prato com cogumelos frescos salteados, creme de queijo e trigo sarraceno frito, disponível por R$ 56. Surpreendente também é a pupunha com beurre blanc de missô e copa lombo, que traz um equilíbrio perfeito entre acidez e cremosidade, ao preço de R$ 52.
Opções entre frios, grelha e sobremesas
Entre as entradas frias, a focaccia de fermentação natural feita na brasa (R$ 38) é destaque, assim como o patê de fígado com koso de amora, picles de cornichon e mostarda l’ancienne (R$ 42). Já na grelha, o cardápio oferece camarões, carré de cordeiro, chorizo, magret de pato defumado e peixe. O magret acompanha purê de cenoura, cebola tostada e glace, custando R$ 135.
Para sobremesa, a torta basca (R$ 36) é a opção clássica, mas há sempre uma alternativa do dia, como o sorvete de camomila, que se destaca pela textura cremosa e refrescante.
Origem e trajetória dos chefs
Antes da abertura do restaurante, Carolina e Pedro começaram o projeto com delivery em uma dark kitchen no bairro Sion, em um espaço de apenas 17 metros quadrados, inicialmente focado em oferecer conservas e pastinhas. A estratégia mudou para receitas populares como estrogonofe, ganhando rapidamente o paladar local e preparando o terreno para a inauguração da Casa Riuga.
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Carolina é natural de Belo Horizonte, formada em administração e contabilidade, e mudou sua trajetória ao estudar gastronomia na Le Cordon Bleu, em São Paulo. Já Pedro, paulista, descobriu sua paixão pela cozinha após iniciar estudos em administração no Mackenzie e depois se especializar no Senac. Sua carreira inclui passagens por renomados restaurantes como Dalva e Dito, Tuju, Corrutela e Cais, além de experiências internacionais no 108, em Copenhague, e no Fäviken, na Suécia.
Expansão com o Riú Bar
Em novembro último, com a Casa Riuga consolidada, surgiu a oportunidade de assumir o ponto da pizzaria vizinha que fechou. Inicialmente pensado para atender a fila de espera, o espaço ganhou vida própria e se transformou no Riú Bar, inaugurado em março. Comandado pelos mixologistas Davi Chaves e Luiz Martins, o bar oferece nove coquetéis autorais, além de clássicos como Bloody Mary e Hanky Panky.
Entre as criações exclusivas estão o Amelie, que mistura gim, fernet, amora, limão, água tônica e bitter (R$ 42), e o Eva, com cachaça branca, lillet, limão siciliano, uva, coentro e xarope de açúcar (R$ 40). Pedro ressalta que o objetivo é resgatar clássicos pouco difundidos, ampliando a experiência dos clientes.
Informações práticas
A Casa Riuga está localizada na Rua Cláudio Manoel, 1224, no bairro Savassi, em Belo Horizonte. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 19h às 23h, e aos sábados, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h. Reservas podem ser feitas pelo site oficial, e mais detalhes estão disponíveis no Instagram da casa.
