Kalil retoma expressão “estado RH” para descrever Minas Gerais
Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, reafirmou na manhã desta segunda-feira (14/9), em encontro com empresários na Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), o uso do termo “estado RH” para classificar a situação financeira do estado. Segundo ele, o termo representa um período de oito anos em que Minas teve como prioridade o pagamento da folha salarial, comprometendo outras áreas e investimentos.
Kalil associou a expressão às dificuldades enfrentadas pelo estado em relação às obrigações financeiras impostas pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Ele destacou que, enquanto outros estados avançaram em investimentos, Minas ficou restrita ao cumprimento das dívidas e da folha de pagamento.
Renegociação do Propag é prioridade para retomada do desenvolvimento
Ao ser questionado sobre a possibilidade de quitar o Propag, Kalil afirmou que é viável, porém enfatizou a necessidade de renegociar os termos essenciais do programa. “Nós queremos renegociar a essência do plano, não apenas taxas de juros”, explicou. O candidato defende um acordo que permita o desenvolvimento econômico de Minas e devolva autonomia ao governador para decidir onde investir os recursos.
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Durante o diálogo com empresários, Kalil criticou as restrições do Propag, apontando que o programa limita a capacidade de investimento do estado e pode comprometer a governabilidade devido à rigidez na aplicação dos recursos. Ele mencionou especificamente a regra que obriga os estados a destinarem pelo menos 60% dos recursos da contrapartida de juros para a educação profissional técnica de nível médio, por meio do programa Juros por Educação.
Impactos do Propag na autonomia e nos investimentos estaduais
Kalil ressaltou que essa imposição reduz a liberdade do governo estadual para aplicar recursos em áreas prioritárias, como saúde e infraestrutura. “O governador de Minas perdeu autonomia para investir no hospital, na estrada, em qualquer coisa”, declarou. Segundo ele, o programa foi aprovado recentemente pelo Senado, mas entregue “envelopado”, restringindo a gestão financeira do estado.
Críticas às gestões estaduais e demandas por planejamento
O candidato também responsabilizou as últimas três administrações estaduais pelos problemas acumulados em Minas Gerais nos últimos 12 anos. Ele citou os ex-governadores Fernando Pimentel (PT), Romeu Zema (Novo) e Matheus Simões (PSD) como responsáveis pelo abandono do estado. “Falta ambição, autoridade e sorte para Minas”, afirmou Kalil, reforçando que o estado carece de planejamento e projetos estruturantes.
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Segurança pública e investimentos prioritários
Na reunião, Kalil abordou ainda a situação da segurança pública em Minas Gerais. Ele classificou como preocupante o desmonte da polícia, que já foi considerada a mais respeitada do país. Para o candidato, o problema central está na falta de recursos financeiros. “Segurança pública é dinheiro. Não precisa criar Ministério. Entrega um saco de dinheiro para cada governador investir exclusivamente na polícia”, afirmou.
Kalil criticou propostas que apostam exclusivamente em soluções tecnológicas, como câmeras corporais, sem resolver carências básicas, como falta de armas, gasolina e efetivo policial. “Não existe segredo”, concluiu, destacando que a polícia mineira é uma das mais mal pagas do país.
