Segurança e Investimentos no Carnaval de BH
Durante uma transmissão especial do Central da Folia, realizada na tarde desta segunda-feira (16/2), o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), apresentou um resumo do Carnaval 2026 da cidade. Ele não apenas elogiou o evento, mas também fez questão de discutir as ações voltadas à segurança dos foliões, um tema que gerou preocupação nas semanas que antecederam a festividade.
O gestor municipal trouxe à tona a grandiosidade do bloco da cantora Marina Sena, que desfilou no entorno do Mineirão no último domingo (15/2). Segundo Damião, cerca de 500 mil pessoas participaram do evento. “Em um evento daquela magnitude, com meio milhão de pessoas, não registramos ocorrências de pisoteamento, e todos retornaram para casa tranquilamente”, destacou. O prefeito ainda expressou sua gratidão à Polícia Militar, ressaltando que não houve confrontos ou uso de gás lacrimogênio durante a festividade. “É importante reconhecer o trabalho da polícia, que se mostrou exemplar”, afirmou.
Aumento dos Investimentos nos Blocos Locais
Outro tópico relevante abordado por Álvaro Damião foi a gratuidade do Carnaval em Belo Horizonte. O prefeito enfatizou que a folia é movimentada essencialmente por blocos locais, como o Então, Brilha! e Chama o Síndico, além de coletivos menores que representam os diferentes bairros da capital. “Contratar um trio elétrico pode ser bastante oneroso, por isso a prefeitura tem aumentado o investimento em blocos locais. Mesmo sem o apoio de grandes marcas, conseguimos impulsionar essa iniciativa”, explicou Damião.
Ele também deixou claro que os recursos destinados ao Carnaval são exclusivos para os blocos de Belo Horizonte, sem qualquer apoio financeiro a grandes atrações, como o bloco da cantora Luísa Sonza. “Durante meu mandato, não farei parcerias com empresários para a criação de camarotes”, garantiu o prefeito, reforçando seu compromisso com a cultura local.
Aprimoramentos no Evento e Planejamento Futuro
Além de destacar aspectos positivos, Damião fez uma análise crítica do evento, reconhecendo que sempre há espaço para melhorias. “Sempre há algo a aprender e ajustar. Um exemplo disso foi a mudança no percurso do trio que levava o cantor Nattan. Neste ano, ao invés de descer pela Avenida Afonso Pena, decidimos que o trio subiria, uma mudança que visa evitar a pressão nas grades do parque, situação observada no show do Alok no ano anterior”, explicou.
Ao final de sua análise, Damião reiterou que a festa é um reflexo da cultura e da união da população de Belo Horizonte. A cidade, historicamente, se destaca por sua alegria e tradição, e o Carnaval é uma celebração desse espírito. Com um olhar atento para o futuro, ele prometeu continuar buscando formas de aprimorar a folia e valorizar os blocos locais, fundamentais para o sucesso do evento.
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