Crime Chocante e Repercussões Legais
Um homem de 67 anos foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) após ser acusado de estuprar sua neta, de apenas 13 anos, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa na segunda-feira, 30. Segundo as investigações, o abuso sexual ocorreu ao longo de cerca de dois anos. Este não é o primeiro crime do idoso, que já havia enfrentado a prisão em 2018 por ter cometido ato semelhante contra uma vizinha de 12 anos.
A situação da vítima é particularmente dolorosa, já que ela foi acolhida pelo avô após a morte do pai. Sua mãe, que era usuária de drogas, não tinha condições de cuidar dela e dos dois irmãos. Durante o período em que viveu com o avô, a menina relatou que o idoso a presenteava com frequência e a tratava de forma distinta em relação aos outros netos, o que inicialmente despertou dúvidas sobre suas intenções. Entretanto, a situação rapidamente se tornou alarmante.
Em um relato perturbador, a menina revelou que certa noite acordou e encontrou o avô na beira de sua cama, se masturbando. Em outro episódio, enquanto jogava no celular do avô, recebeu mensagens do suspeito, enviadas pelo telefone da esposa, com frases insinuantes como “estou subindo pelas paredes”. A confusão e o medo da menina aumentaram à medida que os abusos se tornaram frequentes.
O ponto crítico ocorreu em setembro de 2025, após uma festa, quando o idoso praticou conjunção carnal à força com a menina. Desde então, ela afirmou que os abusos ocorreram pelo menos duas vezes a cada mês.
Responsabilidade da Avó e Implicações Legais
Surpreendentemente, a avó da menina também residia na casa e estava ciente da situação. A Polícia Civil informou que a idosa será indiciada por estupro de vulnerável devido à sua omissão. A delegada da Delegacia da Mulher de Sabará, Joana Maralha, destacou que a avó frequentemente menosprezava a neta, chamando-a de “safada” e insinuando que ela era responsável pela sedução do avô.
O suspeito foi preso no dia 26 de fevereiro de 2026, mas a delegada expressou preocupações sobre a possibilidade de ele ser liberado sob tornozeleira eletrônica, dado seu avançado estado de idade. “Considerando a idade dele, existe a chance de que a prisão seja convertida em domiciliar, mas como tudo ocorreu dentro da casa da vítima, essa opção é, na minha opinião, ineficaz”, avaliou a delegada.
Histórico de Abusos
O histórico criminal do idoso revela preocupações maiores. Ele já havia sido indiciado pelo estupro de uma vizinha em 2018, mas foi libertado em 2020, permanecendo sob monitoramento eletrônico até 2025. Durante as investigações sobre o atual caso, duas filhas e uma sobrinha do suspeito também relataram terem sido abusadas por ele. Em cada uma dessas situações, os relatos foram comunicados à avó, que não acreditou nas denúncias. Uma das filhas chegou a ser expulsa de casa após relatar os abusos.
Após a prisão do avô, as crianças envolvidas estão sob a tutela de uma tia, assegurando a proteção e o cuidado que tanto precisam neste momento delicado de suas vidas.
