Entenda o acidente trágico
O recente acidente aéreo em Belo Horizonte deixou três vítimas fatais, entre elas, o piloto Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, e Fernando Moreira Souto, de 36 anos, que era filho do prefeito de Jequitinhonha. Ele ocupava o assento do copiloto, mas não estava exercendo essa função no momento do incidente. A terceira vítima, Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, faleceu após ser socorrido e levado ao Hospital João XXIII.
Logo após a decolagem, o piloto enfrentou dificuldades para ganhar altitude e emitiu um alerta de emergência à torre de controle, segundo informações da NAV Brasil. A aeronave, pouco depois, colidiu com um edifício, atingindo entre o terceiro e o quarto andar, e partes de sua fuselagem ficaram presas na estrutura do prédio.
Quem era o proprietário do avião?
A aeronave, identificada pelo prefixo PT-EYT, está registrada na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) em nome de Flávio Loureiro Salgueiro. A operadora registrada é a Inet Telecomunicações Ltda., localizada em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A empresa, por meio de nota, esclareceu que não detém mais a propriedade do monomotor e que nenhum funcionário estava a bordo no momento do acidente.
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O modelo do avião é um Embraer EMB-721C, popularmente conhecido como “sertanejo”. Fabricado em 1979, ele tem capacidade para cinco passageiros, além do piloto, e um peso máximo de decolagem de 1.633 kg, conforme informações da ANAC. Vale destacar que a aeronave havia renovado seu Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) em abril de 2026, com a validade até 1º de abril de 2027.
Além disso, segundo dados do CENIPA, vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), não havia nenhum registro de incidentes envolvendo essa aeronave nos últimos dez anos. A ANAC também confirmou que o avião não possuía autorização para operar como táxi aéreo, o que significa que ele não poderia ser utilizado para o transporte comercial de passageiros.
A investigação em andamento
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Uma equipe de investigadores do SERIPA III, baseada no Rio de Janeiro, chegou a Belo Horizonte para dar início à apuração das causas que levaram ao acidente. Ao mesmo tempo, a Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo uma investigação paralela, que incluirá a verificação de possível ingestão de álcool por parte do piloto antes da decolagem.
A delegada responsável pelo caso, Andréa Pochmann, fez uma coletiva onde revelou que uma testemunha relatou irregularidades já no momento da decolagem do avião na Pampulha. A investigação pretende esclarecer todos os detalhes e possíveis falhas que possam ter contribuído para essa tragédia.
