Confeitar Brasil: Um Evento em Ascensão
Com início em uma comunidade no Facebook em 2016, o Confeitar Minas, agora rebatizado de Confeitar Brasil, chega à sua nona edição, prometendo ser o maior evento de confeitaria do Brasil. A nova localização é o Expominas, situado no bairro Gameleira, na Zona Oeste de Belo Horizonte, onde o evento ocorrerá entre os dias 3 e 5 de março de 2024.
A expectativa é que o evento receba cerca de 15 mil visitantes, com a participação de 50 empresas expositoras. Dani Formigueiro, idealizadora e coordenadora do Confeitar Brasil, revelou que o evento deve gerar um faturamento médio de R$ 7,4 milhões, além de movimentar cerca de R$ 30,6 milhões na economia local, considerando gastos com hospedagem, alimentação, transporte e compras.
“Com o tempo, nosso evento deixou de ser regional e se tornou uma referência nacional. Atualmente, mais de 70% dos participantes vêm de fora do Estado, o que é um marco significativo para a valorização da confeitaria, uma área ainda subestimada dentro da gastronomia. Minas é um grande celeiro de saberes e sabores, e nosso objetivo é promover o que é feito aqui, além de trazer as ricas tradições de todo o Brasil”, explica Dani.
Programação e Oportunidades
Em uma época estratégica, próxima à Páscoa, o Confeitar Brasil contará com seis arenas dedicadas a aulas de confeitaria e gastronomia, abordando técnicas, tendências e palestras sobre empreendedorismo. Os temas variarão de gestão e vendas a branding e posicionamento no mercado. Os visitantes também poderão participar de um concurso de bolos artísticos e uma nova atração: “Confeitar ao vivo: O combate”, onde confeiteiros competirão ao vivo com um tema e um ingrediente obrigatório, como ovo de Páscoa e pimenta.
Um dos pontos altos do evento é a colaboração com o Sindicato das Indústrias de Panificação de Minas Gerais (Amipão), que oferecerá cadastro para confeiteiras interessadas em trabalhar em padarias ou como prestadoras de serviços. “Atualmente, existem novas oportunidades, como consultoria e produção terceirizada de produtos específicos, que podem ser realizados em casa e entregues”, relata Dani. No Confeitar Conecta, as profissionais terão a chance de se registrar e, assim, aumentar suas oportunidades no mercado.
O empreendedorismo é uma área em expansão no evento, e a arena do Senai abordará temas relevantes como rotulagem e congelamento de produtos. “Queremos que as mulheres que participarem do evento se sintam mais seguras para desenvolver seus negócios, estando bem informadas desde a gestão até a inteligência emocional. O cuidado integral com as participantes é um dos nossos principais objetivos”, destaca Formigueiro.
Inclusão e Diversidade no Evento
Embora a maior parte do público previsto seja composta por mulheres, a presença masculina no evento tem crescido, tanto entre os participantes quanto entre os palestrantes. “O Confeitar Brasil começou como uma iniciativa voltada para mulheres, mas a confeitaria não é exclusividade de um gênero. Todos são bem-vindos, e homens que se interessam pela área têm se destacado”, afirma Dani. Além disso, aulas adaptadas para portadores da síndrome de Down e surdos serão oferecidas, reforçando o compromisso do evento com a inclusão.
Um Mercado em Expansão
O mercado de confeitaria mundial está em crescimento. Um estudo da Mordor Intelligence aponta que o setor deve atingir um valor de US$ 280,8 bilhões até 2030. Já o relatório da The Business Research Company sobre bolos prevê uma expansão de US$ 97,69 bilhões em 2025 para US$ 127,31 bilhões em 2029, com uma taxa de crescimento anual composta de 6,8%. Com isso, os confeiteiros têm um cenário promissor para lucrar, especialmente com a aproximação da Páscoa.
Entre as delícias que prometem sucesso nesta data festiva estão os ovos de colher e as cascas recheadas com embalagens diferenciadas. “A novidade neste ano é o ovo em fatias, embora o processo seja mais lento e difícil de escalar. A alternativa que continua em alta são os biscoitos artísticos e as sobremesas para grupos, que facilitam atender públicos restritos. Estamos incluindo aulas sobre produtos zero açúcar e zero lactose na programação”, conclui Dani Formigueiro.
