Prefeito cobra investimentos e apresenta desafios orçamentários
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil-MG), revelou que a capital mineira está enfrentando dificuldades financeiras, com um “caixa apertado”. Na última segunda-feira (6), Damião compareceu à Câmara Municipal para apresentar as contas referentes ao ano de 2025.
Após a sessão, ele enfatizou a necessidade de mais investimentos por parte dos governos federal e estadual. Em sua fala, Damião destacou que muitos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte vêm do interior do estado. “Quem arca com isso tudo é Belo Horizonte. Já passou da hora da gente conversar e eles entenderem isso. Não iria ter um tanto de hospital federal no interior? O governador também não falou que iria ter um monte de hospital? Se colocar lá, a pessoa não irá precisar vir para cá”, argumentou o prefeito.
Essa foi a primeira apresentação das contas durante o mandato de Damião, que assumiu o cargo em 3 de abril, após a morte de Fuad Noman em 26 de março. Embora Damião tenha ido à Câmara no ano anterior, ele se manifestou em nome do ex-prefeito, discutindo a gestão de 2024.
A convocação do prefeito para prestação de contas é uma prática comum no Legislativo. Os dados apresentados precisam ser analisados e aprovados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Mesmo com o término da sessão, os vereadores têm um prazo de dez dias para solicitar informações adicionais e esclarecer dúvidas sobre os números apresentados pelo Executivo.
Orçamento da cidade enfrenta desafios
Atualmente, a prefeitura de Belo Horizonte opera com um orçamento restrito. No final do ano passado, os vereadores aprovaram a Lei Orçamentária Anual de 2026 (LOA), que prevê um déficit financeiro de R$ 700 milhões. O que foi apresentado na última segunda-feira refere-se a dados de 2025, que foram aprovados em 2024 e estão incluídos na proposta da LOA enviada pelo ex-prefeito Fuad.
Durante a discussão, Damião reiterou que é fundamental que os níveis de governo se unam para garantir que Belo Horizonte não assuma sozinha o ônus de atender à demanda de saúde de toda a população mineira. “Precisamos de uma conversa séria. É necessário que todos possam partilhar essa responsabilidade”, frisou.
Os desafios financeiros enfrentados pela prefeitura podem impactar diretamente a prestação de serviços essenciais à população, uma vez que a saúde pública é uma das áreas que mais necessita de atenção e recursos. Além disso, a falta de investimentos adequados pode comprometer o planejamento e a execução de projetos fundamentais para o desenvolvimento da cidade.
No contexto atual, Damião apresenta um apelo aos governantes estaduais e federais, pedindo apoio para que Belo Horizonte possa cumprir suas obrigações e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. A cidade, que historicamente tem sido um polo de desenvolvimento em Minas Gerais, agora enfrenta a necessidade de um diálogo frutífero entre os diferentes níveis de governo.
Ao final da apresentação, Damião deixou claro que a situação orçamentária requer uma abordagem colaborativa. “Estamos todos no mesmo barco, e é preciso que todos contribuam para que possamos navegar por essas águas turbulentas”, concluiu.
