Vereadores se Mobilizam Contra Demissões no SAMU
Em Belo Horizonte, uma aliança incomum entre vereadores de diversas correntes políticas — incluindo direita, centro e esquerda — resultou na protocolização de uma indicação ao prefeito Álvaro Damião (União Brasil). O pedido busca a suspensão das demissões programadas para os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que estão previstas para ocorrer no início do próximo mês.
O ofício, liderado pelo vereador Bruno Pedralva (PT), classifica o desligamento de 34 técnicos de enfermagem e a redução das equipes nas Unidades de Suporte Básico (USB) como uma decisão “temerária”, especialmente em um momento em que a prefeitura decretou situação de emergência devido ao aumento de casos de doenças respiratórias. Os parlamentares argumentam que a presença de, no mínimo, dois técnicos em cada ambulância é crucial para garantir a segurança tanto dos pacientes quanto dos profissionais de saúde.
Além disso, os vereadores solicitam uma reunião urgente com o prefeito Damião e o secretário municipal de Saúde, Miguel Neto, a fim de discutir o impacto das demissões e encontrar soluções viáveis para a situação atual. Essa proposta de união política, que reúne representantes de diferentes partidos, reflete a preocupação coletiva com a saúde pública na capital mineira.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
Quem São os Vereadores Envolvidos
A lista de vereadores que assinam a indicação inclui:
- Bruno Pedralva;
- Dra. Michelly Siqueira (PRD);
- Fernanda Pereira Altoé (Novo);
- Helton Júnior (PSD);
- Iza Lourenço (PSOL);
- José Ferreira (Podemos);
- Juhlia Santos (PSOL);
- Loíde Gonçalves (MDB);
- Luiza Dulci (PT);
- Pablo Almeida (PL);
- Pedro Patrus (PT);
- Rudson Paixão (Solidariedade);
- Sargento Jalyson (PL);
- Tileléo (PP);
- Vile Santos (PL);
- Wagner Ferreira (Rede).
Esses vereadores estão unidos com um único objetivo: preservar os serviços de emergência e garantir que a população tenha acesso a atendimento de qualidade durante períodos críticos.
Contexto das Demissões e Impacto na Saúde Pública
Com previsão de início em maio, o município de Belo Horizonte planeja encerrar os contratos de pelo menos 34 profissionais do SAMU. Segundo informações da prefeitura, esses trabalhadores foram contratados em caráter emergencial durante a pandemia de Covid-19 e, dado que seus contratos estão se aproximando do vencimento, a administração municipal optou por não renová-los.
As mudanças não param por aí. A administração municipal também anunciou alterações nas equipes que operam nas ambulâncias da cidade. Atualmente, cada unidade conta com dois técnicos de enfermagem e um condutor, mas a prefeitura, em conformidade com uma portaria do Ministério da Saúde, pretende reduzir essa estrutura para um técnico e um condutor por ambulância.
Essa decisão gerou críticas e preocupação entre os vereadores e a população, que temem que a redução das equipes comprometa a qualidade do atendimento de emergência. A Secretaria Municipal de Saúde informou que as escalas das unidades serão reorganizadas para manter o número de ambulâncias em operação. No entanto, apenas 13 unidades de suporte básico funcionarão com um técnico de enfermagem, enquanto outras nove continuarão com dois profissionais em plantão.
Ação do Ministério Público e Repercussões
Na última terça-feira (28), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) tomou uma medida importante ao ingressar com uma ação civil pública, visando impedir a redução das equipes. A ação inclui um pedido de liminar para suspender o desligamento dos 34 técnicos de enfermagem, sob pena de aplicação de multa caso a decisão não seja acatada.
Essa mobilização do MPMG e a união dos vereadores demonstram a urgência da situação e a necessidade de um debate mais amplo sobre a saúde pública em Belo Horizonte. A expectativa agora é que as autoridades se reúnam para discutir soluções que garantam a continuidade dos serviços de emergência essenciais à população.
