Tragédia em Belo Horizonte
O filho do proprietário da Casa de Repouso Pró-Vida, Renato Duarte Terrinha Ramos, conhecido como Renatinho, de 31 anos, será velado nesta sexta-feira (6) no Cemitério da Paz, localizado no bairro Caiçaras, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Renatinho foi a quarta vítima a ser resgatada dos escombros do edifício que desabou na quinta-feira (5), conforme informações do Corpo de Bombeiros.
Renato habitava um dos andares do prédio que desmoronou, espaço que também abrigava o asilo, uma academia e um spa. Ele atuava na administração do abrigo de idosos junto ao pai. O corpo de Renatinho foi levado ao Instituto Médico-Legal na tarde desta quinta e será velado a partir das 15h, com previsão de término às 17h. Ele deixa esposa e uma filha de dois anos.
A busca por vítimas continua
No total, oito pessoas perderam a vida no desabamento, e equipes do Corpo de Bombeiros ainda buscam por quatro indivíduos. O acidente ocorreu quando 29 pessoas estavam no local, incluindo 23 internos do asilo. Após o desabamento, nove pessoas conseguiram sair por conta própria e outras oito foram resgatadas com vida.
A cronologia das buscas iniciou-se com o resgate de uma mulher de 76 anos por volta das 5h14. Em sequência, às 10h15, um homem de 68 anos foi encontrado, seguido por outro homem de 78 anos às 10h40. Renatinho foi resgatado às 11h10. Mais tarde, outros dois homens, de 78 e 69 anos, foram retirados do local, assim como duas mulheres de 87 e 88 anos, esta última identificada como Argentina Mendes, resgatada às 18h50.
Desafios nas operações de resgate
Durante os esforços de salvamento, um muro apresentou risco de colapso, obrigando as equipes a derrubá-lo para garantir a segurança dos bombeiros. Para a remoção de parte da estrutura, foram utilizados dois caminhões Munck. Segundo o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a localização dos idosos se complicou, uma vez que muitos estavam nos andares inferiores do edifício.
Mais cedo, o delegado regional da Polícia Civil, Murillo Ribeiro, relatou à rádio Itatiaia que, apesar de o prédio ter um laudo de vistoria aprovado, as dimensões do imóvel não condizem com as que constam no documento. Ribeiro também mencionou um incêndio ocorrido há cerca de dois anos no local, embora ainda não se possa afirmar se há qualquer relação entre o incidente anterior e o colapso do edifício.
