Reviva a História de Belo Horizonte
Datas comemorativas costumam despertar um anseio por descobrir o passado e os eventos que moldaram nosso presente. Em Belo Horizonte, essa vontade de revisitar a história pode ser satisfeita com uma simples caminhada.
A capital mineira, planejada e inaugurada em 12 de dezembro de 1897, é guardiã de praças, parques e museus que servem como verdadeiras cápsulas do tempo. Esses locais narram desde a história do antigo arraial Curral del Rei até os traços modernistas que colocaram a cidade no cenário global.
Para aqueles que buscam uma experiência nostálgica ou desejam aprofundar seus conhecimentos sobre as origens de BH, selecionamos cinco lugares históricos que proporcionam uma viagem por diferentes épocas da cidade. Esses passeios conectam tanto moradores quanto turistas à rica trajetória da capital mineira.
Pontes Históricas na Capital Mineira
Um dos pontos de partida ideal para entender a fundação de BH é a Praça da Liberdade. Projetada para ser o centro do poder político da cidade, a praça é cercada por edifícios históricos que abrigaram importantes secretarias de estado. Atualmente, esses prédios formam o Circuito Liberdade, um dos mais relevantes complexos culturais do Brasil. A visita permite uma imersão na história da arquitetura, onde é possível observar estilos que vão do neoclássico ao pós-moderno. O acesso à praça é livre, e a maior parte dos museus em seu entorno oferece entrada gratuita.
Conhecendo o Museu Histórico Abílio Barreto
Outro local imperdível é o Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB), um espaço que proporciona um olhar sobre a vida antes de Belo Horizonte ser elevada à capital. Construído em torno do casarão da antiga Fazenda do Leitão, a única edificação do antigo arraial Curral del Rei que foi preservada, o museu, situado no bairro Cidade Jardim, revela a rotina da região antes da construção da nova capital. Seu acervo inclui objetos, documentos e fotografias que contam a história da evolução da cidade ao longo das décadas.
Uma Parada na Praça da Estação
A Praça da Estação, oficialmente denominada Praça Rui Barbosa, foi a porta de entrada para muitos dos trabalhadores que contribuíram para a construção da capital. O imponente edifício da antiga Estação Central, inaugurado em 1904, domina a paisagem e abriga atualmente o Museu de Artes e Ofícios. Este local vibrante é palco para eventos, shows e manifestações culturais, mantendo-se como um ponto de encontro essencial para os belo-horizontinos e um testemunho da relevância da ferrovia no desenvolvimento de Minas Gerais.
O Encanto do Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Inaugurado juntamente com a cidade, em 1897, o Parque Municipal é o espaço verde mais antigo de BH e um dos mais tradicionais. Projetado pelo arquiteto e paisagista francês Paul Villon, o parque foi inspirado nos jardins europeus da época. Caminhar por suas alamedas é como fazer uma viagem ao início do século XX. O parque preserva tanto a vegetação nativa quanto a exótica, além de um coreto histórico e do Teatro Francisco Nunes, oferecendo um refúgio de natureza e história bem no coração da capital.
Explorando o Conjunto Moderno da Pampulha
Por fim, uma visita ao Conjunto Moderno da Pampulha leva o visitante a um salto na década de 1940, revelando uma Belo Horizonte ousada e modernista. Idealizado pelo prefeito Juscelino Kubitschek, este conjunto arquitetônico é uma obra-prima de Oscar Niemeyer e foi reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 2016. A visita à Igreja de São Francisco de Assis, ao Museu de Arte da Pampulha (antigo cassino), à Casa do Baile e ao Iate Tênis Clube é imprescindível para compreender um dos períodos mais transformadores da cidade, que a projetou no mapa da arquitetura mundial.
