Quem é Luiz Phillipi, o ‘Sicário’?
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, popularmente conhecido pelo codinome ‘Sicário’, encontra-se internado sob protocolo de morte cerebral em Belo Horizonte, após uma tentativa de suicídio ocorrida na quarta-feira (4). Reconhecido como o braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Mourão foi preso pela Polícia Federal (PF) na mesma data em Minas Gerais, durante uma nova fase da Operação Compliance Zero.
De acordo com informações da PF, Mourão possui um longo histórico criminal e é um nome conhecido na elite de Belo Horizonte. As investigações da PF e dados obtidos no celular de Vorcaro indicam que ‘Sicário’ não se limitava a ser um simples funcionário; na verdade, ele liderava uma organização informal denominada ‘A Turma’. Este grupo atuava como uma verdadeira ‘milícia pessoal’ de Vorcaro, responsável por monitorar, ameaçar e pressionar rivais corporativos, ex-empregados e até jornalistas.
O Funcionamento do Grupo
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Documentos divulgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) revelam que as operações desse grupo eram sofisticadas e dispendiosas. O financiamento chegava a aproximadamente R$ 1 milhão por mês, destinado a cobrir despesas com vigilância e pagamentos a integrantes. A gestão do dinheiro era realizada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que repassava os valores para Mourão, responsável pela distribuição entre os membros da equipe.
A estrutura contava com profissionais qualificados na área de segurança, incluindo o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, o que demonstra a seriedade e o alcance do esquema.
Tentativa de Suicídio e Estado de Saúde
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Após ser detido na superintendência da PF, Luiz Phillipi tentou tirar a própria vida. Ele foi resgatado e rapidamente encaminhado ao Hospital João XXIII. Inicialmente, a PF chegou a informar sobre seu falecimento, mas posteriormente corrigiu a informação, destacando que seu estado de saúde estava em constante atualização. Atualmente, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirma que ele segue internado na UTI, onde iniciou-se o protocolo de morte encefálica, que envolve a realização de uma série de exames clínicos para determinar a cessação da atividade cerebral.
A PF afirmou que está apurando as circunstâncias da tentativa de suicídio. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, garantiu que todas as ações de Mourão e o atendimento prestado pelos policiais estão sendo gravados, sem áreas sem monitoramento.
A Operação Compliance Zero
A terceira fase da Operação Compliance Zero investiga crimes de grande gravidade que vão além de fraudes financeiras. Os delitos incluem corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e tentativas de obstrução da justiça. O ministro André Mendonça, do STF, deu aval para a prisão preventiva de Vorcaro e seus associados após indícios de que o grupo tentava interferir nas investigações. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens dos envolvidos.
Defesa de Daniel Vorcaro
A defesa de Daniel Vorcaro divulgou uma nota afirmando que o empresário sempre se mostrou disponível para colaborar com as autoridades e que jamais tentou obstruir as investigações ou a Justiça. A nota também nega veementemente as acusações dirigidas a Vorcaro, reiterando a confiança no esclarecimento dos fatos e a crença no funcionamento adequado das instituições e no devido processo legal.
