Cenários Eleitorais em Minas Gerais
O presidente do diretório do PL em Minas Gerais, o deputado Domingos Sávio, trouxe à tona uma série de cenários que estão sendo discutidos para a montagem do palanque de Flávio Bolsonaro no estado. Em entrevista ao Valor Econômico, Sávio destacou que o partido possui a opção de lançar um candidato próprio ou buscar alianças que garantam suporte ao filho do ex-presidente. “O PL tem a possibilidade de lançar candidato próprio ou de fazer uma aliança com candidatos que possam assegurar palanque para Flávio Bolsonaro”, afirmou. Neste contexto, a proximidade com o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, é vista como uma peça central, já que ele lidera as pesquisas na corrida ao governo de Minas.
Sávio enfatizou sua boa relação com Cleitinho, considerando uma aliança natural, mas sublinhou que um acordo mais amplo seria necessário. “Mantenho uma excelente relação com o Cleitinho e, portanto, uma aliança com ele seria natural”, afirmou, deixando claro que esse movimento dependeria de uma união de forças no campo da direita.
Alianças Estratégicas e Cenários Eleitorais
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O deputado reforçou sua intenção de promover a união da direita em Minas, trabalhando também para que o governador Romeu Zema ofereça apoio a Flávio Bolsonaro. “Sempre trabalharei pela união da direita em Minas, inclusive para presidente da República, buscando o apoio do Zema para Flávio Bolsonaro. Mas, se a união não for possível no primeiro turno, a opção pelo senador Cleitinho poderá ser uma opção muito viável”, declarou Sávio.
Recentemente, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (28) revelou que Cleitinho Azevedo aparece com 30% das intenções de voto para o governo de Minas Gerais. O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT, figura em segundo lugar com 14%, seguido por Rodrigo Pacheco, do PSB, com 8%, e o atual governador, Mateus Simões, do PSD, com 4%. Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e integrante do PL, aparece com apenas 2% das intenções de voto.
Simulações de Segundo Turno e Apostas
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As simulações de segundo turno já mostram um cenário promissor para Cleitinho, que venceria Alexandre Kalil por 48% a 26%. Em um embate contra Rodrigo Pacheco, o pré-candidato do Republicanos também sairia vitorioso, com 43% a 23%. Essa variação nas intenções de voto levanta discussões sobre o posicionamento dos partidos e suas alianças.
Flávio Bolsonaro fez sua filiação ao PL no mês passado, com o intuito de consolidar sua presença no cenário político mineiro. Sua entrada no partido foi vista como uma estratégia para se posicionar como um “outsider” na política, proveniente do setor produtivo e da indústria. Essa movimentação trouxe à tona a possibilidade de Flávio Roscoe ser cabeça de chapa ou vice em uma das candidaturas da direita.
Viabilidade de Composições com Outros Candidatos
O cenário também apresenta outras possibilidades. O deputado Zé Vitor, do PL-MG, considera viável uma composição com o atual governador, Mateus Simões, ressaltando que a definição das alianças em Minas está atrelada às decisões nacionais. “Somos ‘reféns’ de uma decisão nacional”, pontuou. Segundo Zé Vitor, uma parceria entre Flávio Bolsonaro e Romeu Zema impactaria diretamente as alianças no estado.
Por fim, Zé Vitor acredita que a disputa em Minas poderá se concentrar entre Mateus Simões e Alexandre Kalil. “Estou achando que a eleição em Minas pode caminhar para um Mateus Simões contra o Kalil”, disse. Além disso, sobre o crescimento de Cleitinho nas pesquisas, ele se questionou se o senador não poderia abrir mão de sua candidatura em prol de um acordo mais amplo. “Será que em uma composição nacional, que envolve inclusive o apoio ao Republicanos de São Paulo (Tarcísio), não pode fazer o Cleitinho recuar para somar?”, indagou o parlamentar.
“É natural que haja uma distribuição no país, cada grupo e partido terem espaços”, concluiu, defendendo que a vice de Simões poderia ser preenchida por alguém do Republicanos, enquanto o PL ficaria com a vaga do Senado.
