Inauguração dos Projetores Digitais
O Espaço do Conhecimento da UFMG fez história na última segunda-feira, 16 de outubro, ao inaugurar novos projetores digitais que o colocam entre os cinco planetários mais modernos do Brasil. A cerimônia contou com a presença de autoridades da universidade e uma sessão especial que apresentou as inovações e recursos dos projetores, ampliando as possibilidades para experiências imersivas voltadas à divulgação científico-cultural.
Localizado na Praça da Liberdade, um dos ícones turísticos de Belo Horizonte, o Espaço do Conhecimento abriga o primeiro planetário fixo de Minas Gerais. Desde sua inauguração, o local já realizou cerca de 15 mil exibições e acolheu mais de 400 mil visitantes. Durante a abertura, a professora Sibelle Diniz, diretora do espaço, enfatizou a inovação que o planetário representa. Ele exibe produções próprias, criadas pelo Núcleo de Audiovisual do museu, além de colaborações com outras universidades e instituições, tanto brasileiras quanto estrangeiras, fortalecendo a cooperação entre centros de ciência e cultura.
O Impacto da Inovação
“O Espaço do Conhecimento UFMG é um dos museus que fazem parte da Pró-reitoria de Cultura. Foi o primeiro equipamento inaugurado no Circuito Liberdade e, desde então, já recebemos quase 1 milhão de visitantes. O Planetário é um espaço de inovação, e a instalação dos novos projetores só foi possível graças ao esforço de muitas pessoas”, afirmou Sibelle Diniz.
Ao longo dos seus 15 anos de existência, o Espaço do Conhecimento UFMG se dedica a popularizar a ciência, estabelecendo diversas conexões entre os saberes gerados na universidade e aqueles presentes na sociedade. O museu, que há 15 anos inaugurou o primeiro planetário fixo de Minas Gerais, agora conta com tecnologia de ponta que promete transformar ainda mais a experiência do público.
Integração entre Ciência, Cultura e Comunidade
O professor Fernando Mencarelli, pró-reitor de Cultura, destacou que o projeto que possibilitou a aquisição dos projetores digitais representa um compromisso em honrar a missão do Espaço do Conhecimento. “Esse espaço, de natureza transdisciplinar, surgiu com a vocação de integrar a universidade à cidade, mantendo um compromisso firme de promover ciência, arte e cultura”, comentou Mencarelli.
Dando seguimento ao evento, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida expressou sua satisfação em participar da inauguração em sua última semana no cargo. Ela ressaltou o empenho da UFMG, da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade (FRMFA) e da Fundep (Fundação de Apoio da UFMG) em preservar os espaços científico-culturais e garantir a infraestrutura de ensino, pesquisa e extensão.
Investimento e Sustentabilidade
A renovação do Planetário foi realizada com recursos provenientes de uma emenda parlamentar do senador Rodrigo Pacheco, que destinou R$ 1,8 milhão para a substituição dos projetores. Adicionalmente, a UFMG investiu R$ 400 mil para cobrir despesas de importação, assegurando a total implementação do projeto.
A reitora ainda destacou que a UFMG é uma das poucas universidades que possui uma Pró-reitoria de Cultura. Ela celebrou as várias iniciativas realizadas, como a gestão dos equipamentos culturais e o Festival de Verão, que segue até o dia 20 de março. “Estamos muito orgulhosos de servir à comunidade. Espero que o Espaço do Conhecimento tenha uma vida longa e continue sendo um espaço vital para a nossa UFMG e para a sociedade mineira”, concluiu Sandra.
Experiências Atraentes para o Público
Para o público, a ampliação e qualificação da experiência de visitação se traduz também em uma programação diversificada. O Espaço do Conhecimento UFMG está aberto de terça a domingo, oferecendo entrada gratuita para as exposições e atividades do museu. As sessões do Planetário ocorrem durante a semana, com diversas possibilidades de imersão em conteúdos científicos, culturais e artísticos. Em abril, a programação ganhará um novo destaque com a estreia da sessão comentada “A Lua e o Reino Celeste Chinês”, que convida os visitantes a explorar a intersecção entre astronomia e cultura, com base em narrativas tradicionais chinesas.
