Debates Relevantes sobre Equidade de Gênero no Judiciário
No dia 16 de março, o evento intitulado “Da Resolução à Transformação – 8 anos da Política de Incentivo à Participação Feminina no Poder Judiciário” reuniu importantes figuras do sistema judiciário brasileiro para discutir os avanços alcançados e os desafios que ainda precisam ser enfrentados. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e teve como objetivo principal avaliar os impactos da Resolução nº 255/2018, que instituiu essa política de incentivo.
O evento contou com a participação de conselheiras e ex-conselheiras do CNJ, magistradas, procuradoras e pesquisadoras de várias partes do país. Entre as autoridades presentes, destacaram-se a desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto, superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e a juíza Mariana de Lima Andrade, que auxilia a Presidência do TJMG em temas relacionados à equidade de gênero, raça, diversidade e inclusão.
A juíza Cristiana Martins Gualberto Ribeiro, titular da 4ª Vara de Família da Comarca de Belo Horizonte e auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), também fez parte do seleto grupo que debateu questões cruciais para a promoção da participação feminina no Judiciário.
Avanços e Futuro da Política de Equidade
Durante o evento, foram abordados temas relevantes em dois painéis: “Arquitetura da Política: da formulação à institucionalização” e “Governança futura e consolidação de lideranças femininas”. Os debates visaram não apenas celebrar os oito anos da política, mas também estimular um diálogo contínuo entre as instituições envolvidas, promovendo ações efetivas para ampliar a presença feminina nos tribunais.
A desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto enfatizou a relevância da reunião, destacando: “O CNJ, em um mês dedicado às mulheres, promoveu um ciclo de palestras que aborda as políticas de incentivo à participação feminina no Judiciário. Esse evento é de extrema importância, pois nos permite compreender a luta das mulheres por igualdade e reconhecimento.”
Ela ainda recordou que o movimento em prol da equidade de gênero começou sob a liderança da ministra Cármen Lúcia, no CNJ, em 2018, com a implementação de resoluções que buscam garantir a paridade entre homens e mulheres em todas as esferas, incluindo os cargos de alta gestão no Poder Judiciário.
A juíza Mariana de Lima Andrade também ressaltou a importância do fortalecimento do tema da equidade de gênero: “Este evento, ao comemorar os oito anos da iniciativa, proporciona uma reflexão sobre os avanços conseguidos e os desafios que ainda persistem. Estamos comprometidos em implementar políticas que ampliem a participação feminina e promovam uma cultura institucional mais atenta à equidade de gênero.”
Além das palestras e debates, o evento também propiciou o compartilhamento de boas práticas entre as instituições presentes, reforçando a ideia de que a colaboração é fundamental para a evolução do Judiciário em direção a um ambiente mais inclusivo e igualitário.
Os participantes deixaram claro que a luta pela equidade de gênero é um compromisso contínuo e que, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer. O fortalecimento do papel da mulher no Judiciário não deve apenas ser celebrado, mas constantemente promovido através de ações concretas e efetivas.
