A corrida eleitoral se intensifica em Minas Gerais
Em uma contagem regressiva de 200 dias para as Eleições Gerais de 2026, Minas Gerais já exibe suas primeiras pré-candidaturas. A Tribuna de Minas fez um levantamento junto aos diretórios estaduais dos partidos, utilizando os contatos registrados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, nove partidos forneceram informações, enquanto outros três não confirmaram oficialmente suas pré-candidaturas, embora já estejam se apresentando como tal há meses. Ademais, há um partido que ainda não se decidiu sobre suas escolhas, embora intensamente especulado
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) revelou que a pré-candidatura ao governo foi lançada em dezembro de 2025. O escolhido para encabeçar a chapa é Túlio Lopes, atual presidente da Associação de Docentes da Universidade do Estado de Minas Gerais (ADUEMG). Lopes já possui experiência em disputas anteriores, tendo concorrido ao Governo do Estado em 2014 e ao Senado em 2018. Contudo, o partido ainda não informou quem será seu candidato a vice ou ao Senado.
Novos nomes na disputa pelo governo mineiro
O Partido Novo apresenta dois possíveis candidatos a vice, Fernanda Altoé e Tiago Mitraud. Altoé, que é vereadora de Belo Horizonte, já tentou a vaga em 2016, mas sem sucesso. Mitraud, por sua vez, foi deputado federal entre 2019 e 2023 e disputou a última eleição como vice na chapa de Felipe D’Avila, também do Novo.
O atual vice-governador, Mateus Simões, que agora está no Partido Social Democrático (PSD), é o pré-candidato apoiado pelo Novo para a governança estadual. Simões, que anteriormente foi membro do Novo, já ocupou cargos significativos, incluindo o de secretário-geral durante o governo de Romeu Zema. Ele participou da chapa de Zema para reeleição em 2022.
Sobre o Senado, o Novo indicou que apoiará os candidatos da chapa majoritária formada, e um dos nomes cogitados é o de Marcelo Aro, filiado ao Partido Progressistas (PP). Até o fechamento desta edição, o PP não havia retornado contato, assim como o PSD.
Outras pré-candidaturas em destaque
No PSD, onde Mateus Simões é vice-governador, o senador Rodrigo Pacheco é um nome forte para a disputa pelo governo, especialmente com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No entanto, Pacheco ainda não confirmou oficialmente sua candidatura. A pressão para que ele defina sua posição é intensa, pois o prazo para filiações partidárias se encerra em abril, seis meses antes do pleito marcado para 4 de outubro.
Outro nome cotado é o do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. Azevedo, que recentemente teve um encontro público com o prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, convidou-o para ser seu vice na chapa, mas a confirmação ainda está pendente. O Republicanos orientou a equipe da Tribuna a entrar em contato por e-mail, mas ainda não obteve resposta.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) já confirmou que Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, será seu pré-candidato ao governo. Kalil já disputou a governança em 2022 e foi derrotado por Zema no primeiro turno. O PDT ainda não definiu quem ocupará os cargos de vice e Senado.
Movimentações de outros partidos e novas candidaturas
O Partido Liberal (PL) permanece indefinido quanto aos nomes que pretende lançar ao governo e Senado, mas acredita que em breve terá um panorama mais claro para divulgar. A Unidade Popular (UP) já possui candidatos tanto para o governo quanto para o Senado, com a intenção de lançar uma mulher negra ao governo, em resposta a preocupações sociais crescentes, programado para o dia 12 de abril.
O novo partido Missão apresenta como pré-candidato ao governo Ben Mendes, advogado e estudante de medicina, embora ainda não tenha divulgado candidatos ao Senado. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) anunciou Gabriel Azevedo, um vereador de Belo Horizonte, como seu pré-candidato ao governo. Ele foi presidente da Câmara Municipal e já disputou a prefeitura em 2024.
Pelo Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Rafael Duda se apresenta como candidato ao governo, já tendo uma trajetória de tentativas eleitorais. A professora Vanessa Portugal foi aclamada como pré-candidata ao Senado. A Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PV e PCdoB, anunciou Marília Campos como a única pré-candidata ao Senado até agora.
A última atualização traz também a Federação PSOL-Rede, que colocou a professora aposentada Maria da Consolação como pré-candidata ao governo de Minas. Ela já participou de várias disputas eleitorais, sem sucesso, mas continua firme na luta política. Para o Senado, o nome em evidência é o de Áurea Carolina, ex-deputada federal.
