Investimentos em Pesquisa Coordenada por Mulheres na Fapemig
O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), já destinaram mais de R$ 568 milhões para pesquisas conduzidas por mulheres no período entre 2021 e 2025. Este investimento reforça a importância da ciência feminina e a busca por igualdade de gênero no meio acadêmico.
Nos últimos cinco anos, as mulheres compuseram, em média, 60% dos bolsistas da Fapemig. Os dados, que contemplam bolsas para iniciação científica, mestrado e doutorado, mostram que, em 2024, havia 5.186 mulheres bolsistas registradas e 475 projetos sob a coordenação feminina. No ano seguinte, esse número cresceu para 5.991, representando um aumento de 15%, além de 523 projetos coordenados por mulheres.
“Reconhecer a atuação feminina na ciência é apenas o primeiro passo. O governo de Minas está comprometido em investir na produção científica dessas mulheres, um papel que reverbera nas futuras gerações, inspirando meninas a seguir o caminho da ciência e construindo um legado feminino”, afirma Mila Corrêa da Costa, secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico.
Fomentando a Participação Feminina na Ciência
A Fapemig tem se destacado por criar chamadas que incentivam a participação feminina nas áreas de ciência, tecnologia e inovação (C,T&I). Um exemplo é a iniciativa Ciência por Elas, lançada em 2023, que destinou R$ 17,9 milhões a 95 pesquisas coordenadas por mulheres. Além disso, em 2025, a fundação lançou uma chamada para concessão de bolsas de iniciação científica em áreas STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática), onde a maior parte das 300 bolsas foi direcionada a mulheres – 160 no total.
A presença feminina em ambientes acadêmicos e científicos não apenas reforça a qualidade da ciência, mas também inspira novas gerações. Este é o caso de Elizângela Aparecida dos Santos, doutora em Economia Aplicada e vencedora do Prêmio Bunge 2025 na categoria Juventude. Sua pesquisa, focada na análise dos impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira, foi viabilizada com o apoio da Fapemig.
“Receber esse reconhecimento enquanto sou jovem e mulher mostra que a ciência é um espaço acessível e necessário para todos, incentivando futuras gerações de meninas a se tornarem parte de um campo cada vez mais diverso”, destaca Elizângela.
O Impacto do Financiamento na Pesquisa Científica
Outro exemplo inspirador é Silvia Guatimosim, pós-doutora em fisiologia cardíaca e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela ressalta a importância do financiamento da Fapemig na sua trajetória acadêmica: “Meu primeiro contato com a pesquisa foi através de uma bolsa de iniciação científica da Fapemig, fundamental para o desenvolvimento do meu laboratório e da linha de pesquisa em fisiologia cardíaca na UFMG”, afirma Silvia.
O laboratório que Silvia fundou se tornou referência nacional e internacional na área. Ela enfatiza que o reconhecimento do trabalho das mulheres na ciência é essencial, assim como a valorização dos homens. “Precisamos de igualdade nesse reconhecimento”, acrescenta.
Em 2024, está prevista uma nova chamada Ciência por Elas, com expectativa de investimento superior a R$ 15 milhões. “A Fapemig, enquanto agência de fomento, tem o compromisso de reduzir desigualdades de gênero, valorizando as mulheres no contexto de ciência, tecnologia e inovação”, conclui Cynthia Barbosa, assessora técnica da Fapemig.
