O Protagonismo Feminino na Ciência
Comemorado anualmente em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover a participação equitativa de mulheres nas áreas científicas e tecnológicas. Esta data é uma importante oportunidade para refletir sobre o papel das mulheres na produção do conhecimento e para abordar as desigualdades que ainda persistem nesse setor.
Embora tenhamos observado um progresso significativo, a presença feminina na ciência ainda enfrenta muitos desafios. A luta por igualdade de gênero continua, e muitas mulheres ainda encontram barreiras para alcançar posições de liderança em diversos campos de pesquisa. Assim, o 11 de fevereiro se torna um convite à ação, à reflexão e ao reconhecimento do impacto das mulheres na ciência.
Mulheres que Transformam o Cenário Científico
Na área da saúde e educação, a contribuição das mulheres é fundamental. Elas são responsáveis por investigações, ensino e inovação, moldando a realidade por meio da ciência. A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) se destaca por reconhecer e valorizar o papel de suas pesquisadoras, docentes e alunas, que diariamente se dedicam a uma ciência ética e comprometida com o avanço do conhecimento.
A trajetória da estudante e pesquisadora Sarah Carolina Terra exemplifica a determinação feminina na ciência. Sarah, que percebeu que a medicina tem limites que podem ser expandidos pela pesquisa, afirma: “Entendi que a pesquisa vem como ferramenta para expandir a prática médica, respondendo perguntas e solucionando problemas atuais, tornando-a cada vez mais ampla e precisa.” Durante seu segundo ano de graduação, ela tomou a iniciativa de buscar uma orientadora, iniciando assim sua jornada na iniciação científica com a Professora Doutora Roberta Stilhano.
O comprometimento de Sarah não passou despercebido; ela conquistou prêmios significativos, incluindo o 2º lugar no Congresso Médico Acadêmico da Santa Casa de São Paulo e o 1º lugar no Congresso de Biologia Química da UNIFESP. Em 2024, ela será reconhecida com o 21º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na área de Ciências da Vida. Para as jovens que desejam seguir uma carreira na pesquisa, deixa um recado claro: “Vão em frente sem medo. Ciência é curiosidade. É responder uma pergunta sabendo que isso vai gerar muitas outras. Nós conseguimos fazer isso com maestria. Somos necessárias à ciência.”
Trajetórias que Inspiram Novas Gerações
A aluna Ana Luísa Novaes também se destacou ao explorar o campo da pesquisa durante sua graduação. Seu interesse começou em um grupo de estudos sobre psiquiatria e nutrição, com foco em transtornos alimentares. Ana sempre buscou entender como o conhecimento é produzido e como poderia contribuir nesse processo. “Eu diria às meninas que sonham com a ciência que se arrisquem. Haverá desafios e ‘nãos’, mas não tenham medo de tomar iniciativa, procurar profissionais que as inspiram e pedir para participar de projetos. Não deixem que a timidez impeça vocês”, aconselha.
A Tradição de Excelência da Professora Sonia Rolim
A Professora Emérita Sonia Rolim é um ícone da perseverança e do compromisso com a saúde das mulheres. Desde jovem, Sonia sonhava em ser médica e professora. Com especialização em Ginecologia e Obstetrícia, realizou uma carreira acadêmica exemplar e se destacou em Ginecologia Endócrina e Climatério. Sua curiosidade levou-a a realizar pesquisa de ponta, culminando em um Mestrado na FCMSCSP e um Doutorado pela USP.
Como uma das pioneiras, Sonia enfrentou desafios significativos ao longo de sua carreira, incluindo a escassez de recursos e barreiras de gênero. Mesmo assim, manteve-se firme em sua missão de oferecer o melhor conhecimento para atender as mulheres. Aos estudantes, ela deixa um conselho valioso: “Sejam como a água. Contornem os obstáculos. Mudam-se temas, locais, orientadores, mas não se abandona o sonho.”
Celebrando o Futuro da Ciência
Neste Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo reafirma seu compromisso em formar pesquisadoras e profissionais que impulsionam a ciência na saúde e na educação. Celebrar essa data vai além de reconhecer conquistas; é um passo em direção a um futuro mais inclusivo e inspirador, onde novas gerações possam ocupar todos os espaços do conhecimento com confiança e protagonismo.
Este é um tributo às mulheres como Sarah, Ana e Sonia, que, com dedicação, desenvolvem conhecimentos que transformam a saúde e a sociedade.
