Explorando a Preservação da Biodiversidade Através do Bordado Criativo
Nesta sexta-feira, 20 de março, às 14h, o Espaço do Conhecimento da UFMG será palco da oficina gratuita intitulada ‘A biodiversidade por um fio’. Esta atividade faz parte da programação do Festival de Verão da universidade e utiliza a arte do bordado como meio para discutir a biodiversidade e os desafios que envolvem sua preservação. A iniciativa resulta de uma colaboração entre o museu e a bióloga e comunicadora Gislaine Silva, criadora do projeto de divulgação científica ‘Ciências pelo Fio’.
Durante a oficina, os participantes terão a oportunidade de criar um marcador de páginas, inspirado em questões como “que história seu bordado vai contar?” e “será uma celebração da biodiversidade ou um alerta sobre a perda?”. As respostas a essas perguntas poderão ser expressas através de desenhos, palavras ou frases que serão bordadas no tecido. Ao final, cada participante poderá levar para casa sua criação, repleta de significado.
A proposta da oficina vai além da mera atividade artística; ela busca sensibilizar o público sobre a importância do meio ambiente, aliando uma prática manual tradicional a uma discussão atual e vital. Segundo Gislaine, o bordado representa um saber-fazer que é transmitido de geração para geração, sendo uma referência cultural em diversas sociedades, especialmente na cultura mineira. “Em Minas, particularmente em Ouro Preto, o bordado é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Iphan”, ressalta.
Wellington Luiz, assessor do Núcleo de Ações Educativas e Acessibilidade do museu, enfatiza que a oficina aborda questões contemporâneas, como a perda da biodiversidade em nosso planeta, e busca evidenciar formas criativas de divulgar conhecimento científico e cultural. Ele também destaca que esta ação é uma inovação para o Espaço do Conhecimento, ampliando o alcance das atividades voltadas para o público adulto e idoso, ao mesmo tempo em que se abre espaço para a participação de jovens e crianças, promovendo trocas intergeracionais.
Quanto à idealizadora da oficina, Gislaine Silva é bióloga, bordadeira e comunicadora pública da ciência. Com seu projeto ‘Ciências pelo Fio’, ela busca estabelecer conexões e criar novas formas de comunicação científica que sejam acessíveis e significativas para o público idoso.
A oficina é totalmente gratuita e não exige experiência prévia para participar. A duração da atividade é de aproximadamente três horas. Para garantir a participação, é necessário retirar um ingresso individual na recepção do museu, que estará disponível duas horas antes do início da atividade. As 20 vagas oferecidas serão preenchidas conforme a ordem de chegada, então, é bom estar atento para não perder essa oportunidade.
