Oportunidades de internacionalização para pequenos negócios
No dia 1º de maio, o acordo Mercosul-União Europeia entrou em vigor, marcando um novo capítulo para a internacionalização dos pequenos negócios brasileiros. Com a criação de uma área de livre comércio que abrange 31 países e um PIB superior a US$ 22 trilhões, esse tratado promete um ambiente mais favorável para micro e pequenas empresas que buscam expandir suas operações e aumentar a competitividade em mercados internacionais.
Essas empresas agora têm acesso a novas oportunidades, com a possibilidade de não apenas exportar produtos, mas também de adquirir insumos e tecnologias que as tornem mais competitivas tanto no Brasil quanto na abertura de mercados no Mercosul e até mesmo na África. Essa mudança é especialmente significativa, pois se soma à abertura de mais de 544 novos mercados promovida pelo governo do presidente Lula.
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Segundo Rodrigo Soares, presidente do SEBRAE, a redução tarifária prevista no acordo deve resultar em mais de 500 novas oportunidades de exportação em vários setores. Ele destaca que as micro e pequenas empresas podem direcionar seus esforços para nichos que se alinhem às suas capacidades produtivas, assim como para produtos que possuem Indicação Geográfica (IG) e soluções em bioeconomia. “É fundamental considerar regulamentos, certificações, impacto ambiental e requisitos técnicos que variam de acordo com cada produto”, ressalta.
Soares também aponta que as oportunidades não se limitam apenas às empresas que exportam diretamente. “Grandes companhias que já atuam no mercado europeu costumam ter pequenas empresas em suas cadeias de valor, e essas conexões trazem uma série de benefícios”, afirma. Essa dinâmica pode ser uma boa porta de entrada para pequenos negócios que desejam se inserir em cenários internacionais.
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Para auxiliar essas empresas, o Sebrae elaborou um documento que analisa as tarifas antes e depois da implementação do acordo em segmentos estratégicos para as micro e pequenas empresas. Os setores que podem se beneficiar incluem alimentação, com destaque para frutas, café e mel; bebidas como cachaça, e itens do setor moveleiro, moda, calçados e couro.
“Um dos principais desafios será preparar essas pequenas empresas para o novo cenário, o que inclui adequações nos processos, embalagem e também a adaptação ao modelo de vendas no exterior”, complementa Soares.
